Retirada de pintas: quando a remoção cirúrgica de nevos é indicada

A retirada de pintas (nevos melanocíticos) é um dos procedimentos dermatológicos mais realizados. Mas nem toda pinta precisa ser removida — e a decisão de remover deve ser sempre fundamentada em critérios médicos precisos. Fazer a remoção sem indicação adequada pode ser desnecessário; deixar de remover uma lesão suspeita pode ser perigoso.
A Dra. Ivette Guerra explica neste artigo quando a retirada de pintas é realmente indicada, como é feita a remoção e qual é o papel do exame histopatológico.
O que são pintas (nevos)?
Pintas são agrupamentos de melanócitos — as células produtoras de pigmento da pele. A maioria das pintas é benigna e não representa risco à saúde. No entanto, alguns nevos podem sofrer transformação maligna e dar origem ao melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele.
Quando a retirada de pintas é indicada?
1. Suspeita de malignidade
A principal indicação para a retirada de pintas é a suspeita de transformação maligna. O dermatologista avalia as pintas pela regra do ABCDE:
- A — Assimetria: uma metade diferente da outra
- B — Bordas: irregulares, entalhadas ou mal definidas
- C — Cor: variação de cor dentro da mesma lesão
- D — Diâmetro: maior que 6 mm
- E — Evolução: mudança recente de tamanho, cor, forma ou sintomas
A presença de um ou mais desses critérios aumenta a suspeita e pode indicar a retirada da pinta para análise histopatológica.
2. Nevos displásicos (atípicos)
Nevos com características atípicas à dermatoscopia — mesmo sem sinais claros de malignidade — podem ser indicados para remoção preventiva, especialmente em pacientes com histórico familiar de melanoma ou com muitos nevos atípicos.
3. Localização que causa irritação ou trauma repetido
Pintas em locais de atrito constante — linha do sutiã, cinto, barba — ou em áreas de difícil monitoramento (couro cabeludo, região genital) podem ser indicadas para remoção mesmo sem suspeita de malignidade.
4. Indicação estética
Pintas que incomodam esteticamente podem ser removidas por vontade do paciente, desde que avaliadas e consideradas benignas pelo dermatologista. A técnica mais adequada depende do tipo, tamanho e localização da lesão.
Como é feita a retirada de pintas?
A retirada de pintas é realizada em consultório, com anestesia local. As principais técnicas são:
| Técnica | Indicação principal | Deixa cicatriz? |
|---|---|---|
| Excisão cirúrgica com sutura | Suspeita de malignidade, nevos maiores | Sim (linear, discreta) |
| Shaving (raspagem) | Nevos elevados, sem suspeita | Mínima |
| Laser | Lesões pigmentadas superficiais benignas | Mínima |
O que acontece com a pinta após a retirada?
Toda pinta removida por suspeita de malignidade — ou quando há qualquer dúvida diagnóstica — deve ser enviada para análise histopatológica. O resultado do exame confirma se a lesão era benigna, atípica ou maligna, e orienta a necessidade de tratamento complementar.
A retirada de pintas sem envio para histopatologia (como ocorre em procedimentos estéticos com laser) só é aceitável quando o dermatologista tem certeza diagnóstica da benignidade da lesão — e isso exige avaliação clínica e dermatoscópica cuidadosa.
Segurança na retirada de pintas com a Dra. Ivette
A retirada de pintas é um procedimento que exige cuidado técnico e conhecimento dermatológico. A Dra. Ivette Guerra utiliza dermatoscopia para avaliar cada lesão antes de qualquer procedimento, garantindo que nenhuma pinta suspeita seja removida sem envio para biópsia. O laudo histopatológico é sempre solicitado quando há indicação clínica, assegurando que o diagnóstico seja completo e o tratamento, definitivo. Agende sua avaliação e realize a remoção com segurança.
Se você tem pintas que mudaram de aparência, incomodam ou simplesmente quer uma avaliação completa da sua pele verificando todas as suas lesões, agende uma consulta com a Dra. Ivette Guerra. A prevenção começa com um olhar especializado.
A retirada de pintas está diretamente relacionada à prevenção do câncer de pele. Leia nosso artigo sobre câncer de pele: sinais, prevenção e diagnóstico precoce para entender melhor os fatores de risco. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) também disponibiliza informações completas sobre melanoma e carcinomas cutâneos, incluindo protocolos de rastreamento e diagnóstico precoce.
Agende uma consulta com a Dra. Ivette Guerra para realizar uma avaliação dermatoscópica completa de todas as suas pintas e manchas. Prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas.

